A TV LUXUS ENTREVISTA DRA MICHELE HAIKAL:

A TV LUXUS entrevistou Dra Michele Haikal sobre sua trajetória na Medicina e como se aprofundou em em rejuvenescimento saudável, prevenção do envelhecimento, suplementacão rejuvenescedora, emagrecimento, plástica sem cortes como fios de sustentação, fenol, bioplastia, etc.

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Dra Michele Haikal na Revista Atrevida falando sobre sudorese excessiva

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A Revista Atrevida entrevistou Dra Michele Haikal para fazer uma matéria sobre sudorese em excesso na edição de dezembro de 2014. Veja a entrevista na íntegra: 

Revista Atrevida: Por que transpiramos?

Dra Michele Haikal: A transpiração é uma função termorreguladora essencial do organismo. Quando a temperatura interna aumenta existem dois mecanismos principais para resfriar o corpo, um deles é a vasodilatação cutânea, que leva o fluxo sanguíneo dos órgãos internos para a pele, dissipando o calor, e o outro é a transpiração.

Revista Atrevida: O suor tem cheiro?

Dra Michele Haikal: O suor é constituído 99% de água e o 1% de eletrólitos em condições normais de saúde, portanto não tem cheiro. Quando ocorre odor no suor, na maioria das vezes, é devido a uma maceração da camada córnea da pele com proliferação de bactérias ou fungos. Mas também existem odores específicos do suor que podem remeter a algumas doenças, como a fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita, fenilcetonúria, etc. Portanto, dependendo do odor, deve-se investigar a causa.

 Revista Atrevida: Como evitar maus odores?

Dra Michele Haikal: As principais medidas são manter sempre uma higiene adequada e sempre secar os locais de sudorese antes da aplicação de desodorantes com ou sem antiperspirantes. Também trocar o vestuário diariamente e após lavá-los, secá-los ao sol de preferencia. Nunca permanecer por muito tempo com o suor em excesso na pele, se não tiver jeito de tomar mais um banho neste momento, mesmo que uma ducha rápida, tentar pelo menos secar o suor, pode ser com um papel toalha, antes de reaplicar o desodorante usado. É importante que o desodorante não seja do tipo Roll-on, porque estes promovem um mecanismo de auto-inoculação, ao reutilizá-lo estará se contaminando com células mortas, suor e bactérias podendo ocorrer infecções e com isto maus odores.

Revista Atrevida: Qual a relação entre alimentação e o odor do suor?

 Dra Michele Haikal: O odor do suor pode estar alterado devido a injestão de alguns alimentos que contém enxofre, como alho, cebola, aspargos e o tempero curry. Também há medicações têm como uma das suas formas de eliminação a transpiração e podem dar ao suor um odor de remédio.

Revista Atrevida: Qual a diferença entre os antitranspirantes e os desodorantes?

Dra Michele Haikal: Os antitranspirantes são para evitar a sudorese, a maioria dos produtos prontos que têm esta ação contém Cloridrato de Alumínio. Algumas pessoas têm a pele sensível e podem apresentar irritação na pele por este composto. Já os desodorantes tentam evitar o mal cheiro usando fragrâncias e produtos que têm alguma ação antibacteriana. Pessoas com a pele mais sensível devem procurar os produtos que também tenham em sua composição anti-irritantes como alantoína e aloe vera.

 Revista Atrevida: Como evitar aquela “pizza”debaixo do braço?

Dra Michele Haikal: Isto é por causa do excesso de sudorese, é claro que nos dias mais quentes ninguém vai se livrar de transpirar, visto que é um mecanismo fisiológico de termorregulação do organismo. O que se pode fazer é evitar outros estímulos à sudorese como tudo o que libera adrenalina e também os que promovem a vasodilatação da pele, exemplos clássicos são a cafeína como estímulo adrenérgico e o álcool e a pimenta como vasodilatadores cutâneos, ou seja, que deixam a pessoa com o rosto enrubrecido. Tentar sempre secar as axilas quando possível e reaplicar neste caso o antitranspirante de ação prolongada. Quem tem esta dificuldade e acaba sempre ficando com a camisa molhada nas axilas pode fazer o tratamento com injeção de toxina botulínica no local que é bem eficaz, simples e seguro.

Revista Atrevida: É certo reaplicar o desodorante ao longo do dia?

Dra Michele Haikal: Pode-se reaplicar sim o desodorante ao longo do dia de preferencia após novo banho e secagem, mas como nem sempre isto é possível, para reaplicar é melhor secar antes a axila com um papel toalha, filtro de papel, etc.

 Revista Atrevida: Alimentos podem aumentar a transpiração?

Dra Michele Haikal: Sim, os que liberam adrenalina e também os termogênicos por aumento do calor, exemplos clássicos são a cafeína como estímulo adrenérgico e o álcool e a pimenta como vasodilatadores, ou seja, que deixam a pessoa com o rosto enrubrecido aumentando a temperatura da pele.

Revista Atrevida: O que é a hiperidrose? Como tratar?

Dra Michele Haikal: A hiperidrose é uma condição em que ocorre sudorese excessiva excedendo as necessidades fisiológicas do organismo. Para saber se tem ou não hiperidrose pode-se considerar, no caso da axila, uma mancha na roupa de suor com mais de 5 cm. Existe a hiperidrose primária e a secundária. A secundária é causada por doenças , existem várias alterações sistêmicas que podem desencadeá-la. Já a hiperidrose primária é aquela que inicia geralmente na adolescência ou no adulto jovem. Os locais mais frequentes são as palmas das mãos seguidas das axilas. Pode haver história familiar.

Certamento o melhor tratamento hoje é a aplicação de toxina botulínica, que pode ser feita com anestesia local e é um procedimento simples e rápido, sem riscos ou efeitos colaterais importantes. Os outros tratamentos que existem são a medicação oral anti-colinérgica e também os tratamentos cirúrgicos com excisão de glândulas sudoríparas ou ainda a simpatectomia, mas estes devem ser deixados para somente em último caso.

Dra Michele Mauren Haikal

CRM 111164

Dermatologista

Harvard Medical School

 

 

Protetor solar na Revista Plástica & Beleza com Dra Michele Haikal

 

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A Revista Plástica & Beleza entrevistou Dra Michele Haikal sobre proteção solar para a sua edição de dezembro de 2014. Veja a entrevista na íntegra: 

 

Plástica & Beleza: Qual a melhor maneira de escolher o protetor solar?

 

Dra Michele Haikal: A primeira coisa é se assegurar de que é um protetor solar de amplo espectro, ou seja, que proteja tanto de raios UVB como UVA, em seguida ver se é o protetor ideal para a pele e para o caso em questão. Isso vai depender de muitos fatores, não só do tipo de pele do paciente. Ao observar o tipo de pele, a maioria das pessoas já sabe que se a pele for oleosa deve-se optar por um protetor em loção oil free, ou em gel creme. Há quem se adapte ao veículo gel, mas este pode dar um aspecto envernizado à pele; as peles secas se beneficiam mais dos filtros com veículo em creme ou loção, principalmente se estiverem associados a componentes hidratantes e anti-oxidantes, como o ácido hialurônico e a vitamina E (lembrando que o ácido hialurônico tópico tem função hidratante, de puxar a água para o local, e pode sim ser usado de dia associado ao protetor solar); Já as peles mistas contam hoje com uma tecnologia aonde o protetor faz efeito anti-oleosidade e anti-umidade somente nas áreas oleosas, com função seletiva. As peles normais comumente se adaptam aos fluidos ou gel-cremes e dependendo da idade também cremes com anti-oxidantes. Adaptar ao caso de cada um é por exemplo conceder um filtro mais aderente à pele para o paciente que pratica esporte ao ar livre, neste caso, como há muita transpiração, também será necessário associar alguns anti-oxidantes orais específicos para a inflamação causada pelo dano solar. Pacientes grávidas ou bebês muito pequenos devem usar somente filtros físicos, que não farão reação física com a pele, para uma maior segurança em termos de toxicidade. Já nos casos em que o paciente possui alguma colagenose, como o Lupus Eritematoso, é importante usar um bloqueador que tenha associado em sua formulação um anti-oxidante reparador do dano ao DNA e também associar os anti-oxidantes orais específicos. Há muitas pessoas que têm doenças que se agravam com o sol e nem sabem.  Em geral, associar um filtro físico ao protetor solar sempre trás benefícios de maior capacidade de fotoproteção, os filtros físicos antes não eram muito aceitos por deixar um tom branco na pele, mas a maioria hoje possui um tom da cor da pele, como um tom de base, e isto faz com que fique muito bem no rosto e pescoço, uniformizando a pele como uma maquiagem e ao mesmo tempo concedendo mais proteção.

 

Plástica & Beleza:  Quais as vantagens de usar um produto específico para o rosto e outro para o corpo?

 

Dra Michele Haikal: A necessidade de usar um produto para o rosto e outro para o corpo é porque o corpo requer uma emoliência que o rosto não suportaria, acabaria por causar uma oleosidade no rosto desnecessária. Usando o protetor do rosto no corpo poderia causar um ressecamento na pele principalmente nas pernas. Já as pessoas que possuem a pele oleosa nas costas e colo, poderiam sim usar um filtro solar preparado para o rosto nestas áreas. Isto porque os protetores de rosto tendem a ser mais secos que os de corpo, e os de corpo mais oleosos.

 

 

Plástica & beleza:  Como saber qual o FPS e o PPD ideais para cada tipo de pele?

 

Dra Michele Haikal: Na verdade não é exatamente de acordo com o tipo de pele que se escolhe o FPS (os tipos de pele são pele oleosa, mista, seca ou normal). O fototipo sim, é uma das coisas que influencia um pouco nesta escolha, ele varia de 1 a 6, e vai da pele mais branca, que nunca se bronzeia e sempre se queima, até a pele negra. Mas há várias outras coisas que irão influenciar. É importante saber que ao mudarmos de um FPS 30 para um 60 estamos somente aumentando a proteção em 3 a 5%. Então porque existem os fatores de proteção mais altos? Principalmente por causa da quantidade que é passada o protetor, o FDA recomenda a quantidade de 2g/cm2, e o FPS é dado nesta quantidade. Porém, estudos mostram que a maioria das pessoas usa no máximo 0,5 g/cm2 porque espalham bastante o protetor.

O FPS leva em consideração o eritema da pele, ou seja, a vermelhidão. O raio UVA 1 quase não causa eritema na pele, apesar do UVA 2 causar, mas então o FPS é considerado mais voltado para os Raios UVB e um pouco para o UVA2, mas não para o UVA1.

O FPS se dá pela razão numérica da dose eritematosa mínima (DEM) da pele protegida pela DEM da pele não protegida, ou seja, quanto tempo mais a pessoa poderia se expor ao sol até começar a ficar vermelha. Ou seja, se a pessoa fosse ficar vermelha sem proteção com dez minutos, com o FPS 30 ficaria em 5 horas. Apesar do FPS ser uma medida aceita mundialmente, muitos discordam do seu uso como método na literatura científica, pois utiliza um marcador com resposta individual variável, que é o eritema (vermelhidão na pele). A resposta eritematosa de cada indivíduo é diferente, o índice ultra violeta de cada dia e de cada local também é diferente, assim como o local aonde incide o raio UV também muda o eritema, por exemplo, a face recebe apenas 30% da radiação solar, e ainda tem o tipo de solo que varia aumentando a reflexão dos raios ultra violeta, a areia, a água e a neve aumentam esta reflexão, e a medida FPS não leva em conta nada disto. Outra coisa também muito importante que muda o FPS é a quantidade e a forma de aplicação.

Portanto, tratando de FPS, o mais importante hoje é que se passe o protetor solar de maneira a manter pelo menos um FPS 30, se a pessoa espalha muito o filtro, deve usar um FPS mais alto, justificando usar um filtro FPS 60 por exemplo, quando no rosto. No corpo precisa de um mínimo de FPS 15, se não tiver história de c6ancer de pele na família e se não tiver propensão para manchas escuras ou claras. Se alguma história destas for positiva, deve-se usar um FPS 30 para o corpo também. Nos casos em que por algum motivo os raios UV estão aumentados, ou porque o solo é muito reflexivo, ou porque o índice UV daquele dia ou daquele local é muito alto, deve-se usar além do filtro também outras barreiras, como vestimentas e artigos como barraca, chapéu, etc.

Nenhum bloqueador solar vai garantir uma proteção cem por cento. Quem não pode se expor ao sol por algum motivo mais sério deve mesmo fugir dele. Lembrando que nem o FPS mais alto que puderem fabricar ficará imune de sair com o suor, e todo mundo transpira, com ou sem sol, mas principalmente nos dias quentes e mais ainda quando da exposição aos raios solares. Então repassar o protetor é quase que a coisa mais importante de todas, visto que quase todas as pessoas que pensam usar o protetor solar corretamente, não repassam, de forma que dentro de algum tempo elas não terão mais protetor na pele.

Já o PPD, que significa Persistent Pigment Darkening, é para avaliar a capacidade do protetor de evitar o bronzeamento. O Raio UVA1 penetra mais profundamente na pele e bronzeia mais que o UVB. O PPD já é o método utilizado no Japão, na Coréia e na China, mas de acordo com o FDA, dois testes seriam necessários para avaliar a eficácia do protetor em evitar o UVA. Um que avaliasse a capacidade do protetor solar em reduzir a penetração da radiação UVA e outro determinando a capacidade do produto de prevenir o bronzeamento, este último é o PPD. Este método ainda está em padronização pela ISO (Organização Internacional de Padronização) e no Brasil ainda não existe uma metodologia padronizada para a determinação da proteção UVA. Algumas marcas colocam com um sinal de +, neste caso varia de UVA+ a UVA++++ e o ideal seria uma proteção pelo menos UVA+++. Quando expressa em números a proteção UVA deve ser pelo menos um terço do FPS.

Os raios UVA estão mais envolvidos com um fotoenvelhecimento que atinge camadas mais profundas da pele e também estudos o associam na fisiopatologia do câncer de pele melanoma. Os raios UVB se associam com os cânceres de pele não-melanoma (carcinoma espinocelular e carcinoma basocelular), queimaduras solares, fotoimunossupressão e fotoenvelhecimento das camadas mais superficiais da pele.

Mas não são só os raios ultra violeta UVA e UVB que podem causar danos. A radiação infravermelha e a luz visível também são raios solares nocivos à pele. Isto significa que mesmo com FPS e PPD altos, e repassando corretamente o protetor, o sol ainda assim causa danos.

A radiação infravermelha (RI) pode transmitir energia na forma de calor elevando a temperatura da pele. A pele humana exposta diretamente a esta radiação pode ter sua temperatura elevada a mais de 40 graus devido à conversão da RI em calor. A exposição crônica ao calor pode gerar alterações na pele humana e provocar doenças como o eritema ab igne, caracterizado por eritema reticulado, hiperpigmentação, descamação fina, atrofia epidérmica e telangiectasias.

A luz visível e o infravermelho também podem induzir à pigmentação. Portanto, as manchas na pele podem ocorrer mesmo usando protetor solar, porque estes protegem dos raios ultra violeta apenas. Além disto, a luz visível também contribui para a formação de radicais livres induzindo danos ao DNA indiretamente.

 

 Plástica & Beleza: O protetor solar começa a fazer efeito no mesmo instante em que é aplicado ou ainda vale a regra de espalhar o produto 30 minutos antes da exposição solar? Por que?

 

Dra Michele Haikal: Os filtros solares devem ser aplicados 15 a 30 minutos antes da exposição solar para que penetrem na pele e façam o efeito químico de proteção desejado. Os protetores podem ser químicos ou físicos, no caso dos protetores físicos, que atuam como um filme, um espelho, refletindo os raios do sol, não precisa passar o produto tanto tempo antes, isto é mais para os químicos.

 

Plástica & Beleza: Com qual frequência devemos reaplicar o protetor?

 

Dra Michele Haikal: No dia a dia devemos usar o protetor solar de três em três horas no mínimo, e se houver transpiração perceptível repassar logo em seguida. Quando houver exposição ao sol a freqüência deve ser no mínimo de duas em duas horas, mas se antes disto ocorrer transpiração evidente ou permanência dentro da água já se deve repassar o produto. Transpiramos mesmo quando isto não se mostra claramente, portanto repassar o protetor é fundamental, já que todo filtro sai com o suor.

 

Plástica & Beleza: É possível garantir um bronzeado saudável mesmo com o uso do produto?

 

Dra Michele Haikal: Sim. Existem vitaminas e anti-oxidantes específicos que ajudam a estimular a melanina e ainda protegem de algumas ações solares podendo dar um tom bonito à pele mesmo usando protetores eficazes. Também para quem não abre mão da pele mais bronzeada mas que também quer se proteger existem os autobronzeadores, que são à base de dihidroxiacetona, um produto que não faz mal à saúde. Os autobronzeadores agem na camada mais superficial da pele, a camada córnea, formando uma substância marrom que se chama melanoidina. Com o tempo o bronzeado sai, mas é só passar de novo o produto. O segredo para um aspecto natural é passa-lo uniformemente e retirar das áreas aonde normalmente o sol não bate, como a parte interna dos braços, axilas, palmas das mãos e plantas dos pés. Outra dica é esfoliar a pele nos locais que contém mais queratina uns 2 a 3 dias antes para evitar das regiões ficarem mais escuras, como joelhos, cotovelos e dorso das mãos e dos pés. Assim a pessoa já fica com o tom bronzeado e depois é só continuar usando adequadamente os filtros solares.

 

Plástica & Beleza: Há uma lenda de que o uso de protetor solar interfere na absorção de vitamina D e por isso devemos nos expor sem proteção algum, por 15 minutos diários. Isso é verdade? Por que?

 

Dra Michele Haikal: Sim, o uso do protetor solar realmente interfere na vitamina D e por isso mesmo fazemos a suplementação desta. Isto acontece porque a primeira etapa da produção desta vitamina ocorre na epiderme, na conversão do 7-dehidroxicolesterol em pró-vitamina D3 pela radiação UVB. Isto significa que a melhor radiação para a formação de vitamina D seria aquela dos piores horários de sol, sendo que estudos mais recentes já mostraram que precisaria de 40 minutos diários sem protetor neste sol mais forte. A vitamina D é sim muito importante, ela age não só no sistema músculoesquelético mas também na melhora da resposta imunológica com melhora até de algumas doenças auto-imunes, na prevenção de alguns tipos de câncer e ainda outras funções como melhora do metabolismo. Do ponto de vista dermatológico também temos que fazer a prevenção dos vários problemas que o sol causa à pele, que não são poucos, então queremos evitar manchas, cânceres de pele, doenças como o eritema ab igne, então uma boa solução é a suplementação da vitamina D, seja por via oral ou mesmo injetável quando preciso.

É claro que cada caso deve ser individualizado. Para um paciente que não tem problemas com manchas, que não está preocupado com o envelhecimento da pele, e que não tem nenhum caso de câncer de pele seja ele melanoma ou não melanoma na família, sem nevos displásicos ou lesões pré-malignas e que tenha carência de vitamina D e ainda uma doença de pele que costuma melhorar com o sol, como a dermatite atópica ou a psoríase, pode-se recomendar exposições controladas ao sol, com intervalos de tempo bem delimitados, pedindo que não se exceda nestes, e nestes casos, sem protetor solar, porque aí fará parte da terapêutica. Coisa que também se faz nos casos de vitiligo, mas com a doença totalmente estável, em que as lesões não aumentam mais e nem surgem mais novas lesões, e já no estágio de tratamento em que se tenta a repigmentação. Também com intervalos de tempo ainda mais rigorosamente controlados nestes casos. A exposição ou não ao sol para ser algo mais seguro deve sim ser com orientação médica. Afinal, a fototerapia que reproduz raios ultra violeta para tratar algumas doenças, tem que ter períodos extremamente controlados e tanto as doses como o tempo de exposição variam de paciente pra paciente, e são sempre individualizadas conforme o caso de cada um. Não respeitando estas doses podem ocorrer queimaduras, envelhecimento precoce, câncer de pele, além de outros probelmas. Então com o sol, no mínimo é a mesma coisa, já que ele tem também outros raios nocivos além dos da fototerapia. Ele pode ser sim terapêutico, mas como todo remédio, vai depender de para quem, em que dose, e como vai ser administrado.

 

 

 

Dra Michele Haikal

CRM 111164

Dermatologista

Membro do Colégio Iberoamericano de Dermatologia

Atualização em Dermatologia em Harvard Medical School

Membro do Grupo Brasileiro de Melanoma

Membro da academia Brasileira de Medicina Anti-envelhecimento

Pós-graduada em Medicina Estética pela Associação Internacional de Medicina Estética